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	<title>Projeto Nacional</title>
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	<description>E se temos um projeto nacional, este Projeto Nacional na rede quer ser uma pequena luz para tentar clarear aquilo que é tão essencial quanto a Liberdade. A economia.</description>
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		<title>O pibinho chegou para ficar?</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Mar 2012 15:51:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O PIB de 2011 decepcionou. Contudo, foi o resultado de uma decisão de governo. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><em><a href="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/João_Sicsú_Ipea.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2244" title="João_Sicsú_Ipea" src="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/João_Sicsú_Ipea.jpg" alt="" width="300" height="214" /></a><br />
</em></h2>
<p>O PIB de 2011 decepcionou. Contudo, foi o resultado de uma decisão de governo. No início do ano passado, temendo a inflação e outros gargalos, a presidenta, junto com assessores mais próximos, tomou a decisão de desacelerar a economia utilizando políticas monetárias, creditícias e fiscais restritivas. Ao câmbio valorizado restou o papel de solidificar a situação em curso.</p>
<p>Cabe lembrar que a taxa de juros Selic foi elevada, de 10,5% ao ano para 12,5%, em cinco reuniões do Banco Central (BC), de forma consecutiva, de janeiro a julho. Ainda assim, o BC sofria ataques de analistas ligados ao sistema financeiro que o acusaram de frouxidão: desejavam que a taxa de juros fosse elevada a uma velocidade maior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O BC adotou, também, medidas macro prudenciais para reduzir o ritmo de ampliação do crédito. O Tesouro reduziu o valor dos aportes ao BNDES em 2011. Em fevereiro, o governo anunciou um corte de R$ 50 bilhões em gastos previstos para o ano. Posteriormente, elevou a meta de superávit primário em R$ 10 bilhões, que saiu de R$ 117,9 bi para R$ 127,9 bi.</p>
<p>O resultado esperado foi alcançado. A economia cresceu 2,7% em 2011. No ano anterior, havia crescido 7,5%. Este é um resultado medíocre para uma economia que vinha crescendo a uma taxa média, entre 2007 e 2010, de 4,5% ao ano. Não é plausível atribuir a chegada do pibinho à crise europeia que explodiu somente em meados de setembro do ano passado. O cenário brasileiro já era de frenagem brusca.</p>
<p>Há um temor político no ar: a volta da trajetória de pibinhos dos governos FHC. Repetir em 2012 o crescimento do PIB de 2011 representará, no plano econômico, uma descontinuidade política em relação à era Lula. Para reagir, desde o final de agosto, o Banco Central iniciou um processo de redução da taxa de juros Selic. O governo adotou medidas de isenções tributárias, incentivos fiscais e estímulos creditícios. Todas as medidas parecem ser tímidas e insuficientes para enfrentar os efeitos do cenário internacional e a paralisia interna, principalmente, na indústria de transformação. A exceção foi o aumento dado ao salário mínimo – uma medida potente e eficaz.</p>
<p>A presidente estabeleceu uma meta para o volume de investimentos em relação ao PIB para ser alcançada ao final do seu governo. Objetiva que esta relação atinja o patamar de 24%. Em oito anos, Lula fez o investimento crescer de 15,3% para 19,5% do PIB. Dilma já perdeu o primeiro ano, em 2011, tal relação caiu para 19,3%.</p>
<p>Há uma visão, explicitada de forma tímida, que o governo deve fazer investimento público e moderar o consumo privado. Essa seria a fórmula para o crescimento contínuo e não inflacionário. Contudo, tal fórmula colocará o Brasil de volta na trajetória de pibinhos. A marca do crescimento dos governos do presidente Lula, principalmente, em seu segundo governo, foi fazer crescimento com inclusão social. Em termos econômicos, isso representava um forte estímulo ao consumo, que, por sua vez, estimulava intensamente o investimento privado – que cresceu bastante nos últimos anos. É a tensão imposta pelo consumo que estimula o investimento privado.</p>
<p>No segundo mandato do presidente Lula, o investimento crescia, de forma consistente, a uma taxa que era o dobro (quase o triplo) do crescimento do PIB. Em 2010, o investimento cresceu mais que 21%. A economia cresceu 7,5%. Em 2011, o investimento cresceu 4,7%, menos que o dobro do crescimento da economia, que foi de 2,7%.</p>
<p>O que estimula o investimento privado é a continuidade do consumo das famílias e a ampliação do investimento público. Houve crescimento moderado do consumo (4,1%) em 2011. O resultado do crescimento do consumo acumulado em quatro trimestres foi o pior dos últimos sete anos. Mas, para piorar, houve um crescimento medíocre da indústria de transformação (que foi de 0,1%) conjugado com crescimento das importações. Resumo: o crescimento do consumo não provocou, tal como era desejável, aumento da produção industrial e não estimulou o investimento privado, mas gerou empregos fora do país através do consumo de importados. As importações cresceram 9,7% em 2011.</p>
<p>A conclusão é que, para evitar a era dos pibinhos, o governo deve retomar as políticas de estímulo ao consumo das famílias, aumentar o investimento público e adotar medidas de proteção à indústria de transformação, como, por exemplo, medidas para conter a valorização do real. Acima de tudo, governo deve abandonar a míope visão que enxerga o consumo privado como combustível da inflação e o investimento público em infra-estrutura como elemento que deve preceder o investimento privado. Na economia real, são as tensões, muitas vezes descoordenadas, entre consumo e investimento que provocam o crescimento com inclusão social, tal como ocorreu na gestão do presidente Lula.</p>
<p><em>*Publicado originalmente na </em><em>CartaCapital.</em>João Sicsú<em> é professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi diretor de Políticas e Estudos Macroeconômicos do IPEA entre 2007 e 2011.</em></p>
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		<title>A &#8220;surpresa&#8221; todos sabiam, menos o jornal</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 11:19:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando a gente fala aqui do péssimo nível do jornalismo econômico brasileiro não está se referindo, em geral, à qualidade dos jornalistas, mas à transformação das editorias em máquinas de propaganda política.
Escrevi no Tijolaço, o quanto era ridículo dizer que o Banco Central estava "pressionado" a baixar juros.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/jurosdown.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2239" title="jurosdown" src="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/jurosdown-420x390.jpg" alt="" width="420" height="390" /></a></p>
<p>Quando a gente fala aqui do péssimo nível do jornalismo econômico brasileiro não está se referindo, em geral, à qualidade dos jornalistas, mas à transformação das editorias em máquinas de propaganda política.<br />
Escrevi no <a href="http://www.tijolaco.com/crescimento-e-juros-baixos-os-pecados/" target="_blank">Tijolaço</a>, o quanto era ridículo dizer que o Banco Central estava &#8220;pressionado&#8221; a baixar juros.<br />
Como é evidente que o BC, em nome do Estado brasileiro, é quem define quanto o Estado brasileiro vai pagar de juros, ser &#8220;pressionado&#8221; a pagar menos é um paradoxo.<br />
Se fosse &#8220;inflação em alta pressiona BC a aumentar juros&#8221;, bem. Mas o contrário?<br />
Ontem foi O Globo que, além de repetir a dose, cria um curioso &#8211; e revelador &#8211; clima conspiratório em torno da redução dos juros.</p>
<div><em>&#8220;Um dia após a divulgação de que a economia brasileira cresceu só 2,7% em 2011, o Comitê de Política Monetária (Copom) aprovou uma redução de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, que ficou agora em 9,75%. Mas a decisão não foi unânime. A medida foi aprovada por cinco votos a dois. Os dissidentes queriam cortar apenas 0,5 ponto, como apostava a maior parte dos analistas econômicos.&#8221;</em></div>
<p>&#8220;Os dissidentes&#8221;, observem só&#8230;Parece que são pobres perseguidos dos países da antiga Cortina de Ferro, não é? Lutando, em nome dos princípios do liberalismo contra uma feroz ditadura, os dissidentes queriam garantir a liberdade de uma taxa completamente diferente: 0,25%!!<br />
E depois, diz que &#8220;a maior parte dos analistas econômicos&#8221; previa um corte de 0,5%&#8230; Que maior parte? Onde? Há dias, e até mesmo <a href="http://blogprojetonacional.com.br/mercado-aceita-juros-menores-e-corte-da-selic-pode-ir-a-075/" target="_blank">neste modesto blog aqui</a>,  antecipava-se corte de 0,75%. Todos os jornais fizeram o mesmo e os mercados futuros de juros já tinham essa projeção&#8230;<br />
O mercado sabia, apenas não queria, e já por diversas vezes se apontou aqui que as &#8220;projeções&#8221; das instituições financeiras &#8211; diretamente interessadas em que estes índices fiquem o mais alto possível &#8211; são eivadas de parcialidade. Tanto que, em qualquer análise séria, não há como explicar que se &#8220;<a href="http://www4.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20120302.pdf" target="_blank">pagasse o mico&#8221; de prever no dia 2 de março  um Índice de Preços ao Consumidor da Fipe de 0,45%</a>, quando os resultados semanais que a instituição publicava há mais de um mês não chegavam a isso e, pior, caíam fortemente.<br />
Todos eles sabem que a inflação de fevereiro virá abaixo das &#8220;previsões&#8221; oficiais de 0,46% que espelham no Boletim Focus, para o qual o Banco Central coleta as &#8220;previsões&#8221; do mercado.<br />
Mas, hoje, teremos uma nova &#8220;surpresa&#8221;&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por: Fernando Brito</p>
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		<title>Corte maior dos juros marca o início de um ciclo de expansão</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 01:20:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Confirmando a mudança nas previsões, o Banco Central acaba de anunciar um corte de 0,75% na taxa Selic, o ´rincipal indexador da dívida pública brasileira e o balizador das taxas interbancárias, que vão formar - acrescidas de robustíssimos "spreads" -  a ponta final do crédito ao consumo e à produção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/selic.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-2233" title="selic" src="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/selic-420x258.png" alt="" width="420" height="258" /></a></p>
<p>Confirmando a mudança nas previsões, o Banco Central acaba de anunciar um corte de 0,75% na taxa Selic, o ´rincipal indexador da dívida pública brasileira e o balizador das taxas interbancárias, que vão formar &#8211; acrescidas de robustíssimos &#8220;spreads&#8221; -  a ponta final do crédito ao consumo e à produção.<br />
É a primeira vez, desde junho de 2009, que a taxa de juros brasileira cai abaixo dos 10%.<br />
Poderia ter caído até 1%, mas há uma semana aqui<a href="http://blogprojetonacional.com.br/mercado-aceita-juros-menores-e-corte-da-selic-pode-ir-a-075/" target="_blank"> já se explicava o que travou essa ousadia</a>.<br />
Neste mês, os jornais anunciavam a segunda queda seguida nos resultados trimestrais do PIB.<br />
Ao contrário de agora que, mesmo moderadíssima, se registra expansão da economia e, também ao inverso de então, uma taxa de desemprego perto de caracterizar uma situação de plenitude no aproveitamento da força de trabalho.<br />
Quem tiver memória se recordará que, naquela ocasião, Lula fazia campanha aberta pela redução dos juros bancário e, dentro dos limites institucionais, sobre o então presidente do BC, Henrique Meirelles, que mesmo com a explosão da crise mundial manteve por um longo tempo alta a taxa de juros interna, em nome do combate à inflação.<br />
E a inflação, por sua vez, acumulava um índice não muito diferente (5% anuais), não muito diferente dos 5,7 ou 5,8% que, amanhã, com a divulgação do IPCA de fevereiro, teremos hoje para os últimos 12 meses.<br />
Dá para perceber que, tal como ocorreu então, tudo está pronto para um novo ciclo de expansão da economia, um pouco menos exuberante que o de 2010 apenas porque a base de comparação, agora, não é negativa como foi a de 2009.<br />
Não há nenhuma razão para duvidar de que temos diante de nós um período de expansão econômica.<br />
Para desespero do pessoal da &#8220;roda presa&#8221; que não consegue pensar senão em crise.<br />
Afinal, de crise em crise, eles ficaram ricos e o país, pobre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por: Fernando Brito</p>
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		<title>O desastre do crescimento econômico está na análise</title>
		<link>http://blogprojetonacional.com.br/o-desastre-do-crescimento-economico-esta-na-aanalise/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Mar 2012 14:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Crescimento Econômico]]></category>
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		<description><![CDATA[O IBGE confirmou os números do Banco Central sobre a evolução do PIB em 2011: expansão de 2,7%.
Pouco, de fato, diante das previsões de 4,5% feitas no início do ano.
Mais, porém, que a média dos oito anos de FHC (2,3%) e um pouco mais que a média do primeiro período Lula (2,6%)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/12066124.gif"><img class="aligncenter size-large wp-image-2227" title="12066124" src="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/12066124-420x304.gif" alt="" width="420" height="304" /></a></p>
<p>O IBGE confirmou os números do Banco Central sobre a evolução do PIB em 2011: expansão de 2,7%.</p>
<p>Pouco, de fato, diante das previsões de 4,5% feitas no início do ano.</p>
<p>Mais, porém, que a média dos oito anos de FHC (2,3%) e um pouco mais que a média do primeiro período Lula (2,6%)</p>
<p>E muito, por dois fatores.</p>
<p>O primeiro, os efeitos devastadores da crise mundial, que jogaram no negativo as economias do mundo desenvolvido e, até mesmo, refrearam de forma inédita o expansionismo econômico da China, que com seu câmbio controlado, é quem passa por menos problemas ante a avalanche de US$ 8 trilhões que, desde o final de 2008, inflacionaram o mundo através das injeções do governo americano e da União Europeia.</p>
<p>O gráfico do post mostra que, exceto a China (e a Índia, que também não tem uma economia totalmente aberta), o crescimento brasileiro nada teve de desastroso.</p>
<p>O câmbio, atingido em cheio por este “tsunami” foi o responsável pelo item mais negativo para a expansão do PIB: as importações, que cresceram 9,7%, mais de três vezes acima da expansão da economia.</p>
<p>O segundo fator – e os dois merecem ser considerados uma unidade – são as outras partes, além do câmbio, do tripé neoliberal do qual ainda não nos livramos completamente: inflação e  juros.</p>
<p>O ano começou com uma ação forte – e mais importante que isso, crescente  – de contenção da atividade econômica, como antídoto à inflação. Obvio que, àquela altura, não se poderia prever que a crise externa se tornaria também um outro depressor da economia e, na prática, o resultado foi uma “overdose” que atirou a economias a partamares mais baixos do que se previa.</p>
<p>Agora, ao contrário, a queda contínua da inflação – que, para desespero dos “roda-presa” vai chegar muito perto do centro da meta, de 4,5% ao ano – estimula uma recuperação progressiva do consumo e a redução mais ousada da taxa de juros.</p>
<p>Por isso a questão cambial tem tomado o centro das atenções da área econômica e as constantes advertências de que se imporá controles ao fluxo de capitais.</p>
<p>Por isso a reação dos países ricos criticando o “protecionismo” brasileiro, que não é, nem de longe, suficiente para compensar o artificialismo que o câmbio induz às relações de troca e, portanto , à dinâmica interna da economia.</p>
<p>Seja como for, nenhuma medida será capaz de revitalizar sozinha o desequilíbrio amplamente favorável ao país em matéria de balança comercial. É urgente -  e estratégico – prosseguir num fortalecimento do mercado interno, de um lado, e na seletividade das encomendas industriais do setor mais promissor da economia,sobre o qual remanesce o controle estatal: o petróleo do pré-sal, além da agroindústria e da mineração, onde o petencial brasileiro nos confere vantagens estratégicas.</p>
<p>E, de outro lado, via redução dos juros e, com isso, do serviço e dos encargos da dívida, aliviar o Estado brasileiro da sangria permanente que nos obriga a uma carga tributária paralisante sobre setores vitais da economia e apequena a capacidade pública de investimento – estatal e paraestatal – sem a qual jamais nos tornaremos um país desenvolvido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por: Fernando Brito</p>
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		<title>O mercado não assessora; o mercado ganha dinheiro</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 13:02:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O dia de hoje deveria trazer lições para aqueles que não entendem que a única lógica do mercado é o lucro.
De manhã, o Banco Central divulgou o boletim Focus, que traz as previsões do mercado sobre inflação e juros.
E o noticiário repercutiu a "aposta" das principais instituições financeiras numa "estabilização" da inflação em 5,24% e mesma expectativa de corte de 0,5% na taxa Selic.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/crystalballstocks.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2223" title="crystalballstocks" src="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/crystalballstocks-420x201.jpg" alt="" width="420" height="201" /></a></p>
<p>O dia de hoje deveria trazer lições para aqueles que não entendem que a única lógica do mercado é o lucro.<br />
De manhã, o Banco Central divulgou o boletim Focus, que traz as previsões do mercado sobre inflação e juros.<br />
E o noticiário repercutiu a &#8220;aposta&#8221; das principais instituições financeiras numa &#8220;estabilização&#8221; da inflação em 5,24% e mesma expectativa de corte de 0,5% na taxa Selic.<br />
Mas como, se a semana passada foi repleta de indicadores de baixa muito forte da inflação e, hoje, o Índice de Preços ao Consumidor da Fipe registrou &#8211; como antes o IGP-M, até deflação em fevereiro?<br />
Lógico que ninguém está esperando um IPCA &#8211; índice oficial de inflação -  negativo, por conta da diferença de abrangência e ponderação deste indexador. Mas o que faria com que as &#8220;previsões de mercado&#8221; estimassem nada além de uma queda modesta nos aumentos de preço.<br />
Vejam: na previsão divulgada hoje, e entregue sexta-feira ao BC, o IPC-Fipe &#8211; este que veio em menos 0,07% era &#8220;estimado&#8221; em 0,45% para fevereiro. Será que os principais bancos do país não sabiam que ia cair fortemente?<br />
Sabiam.<br />
Vejam o que diz matéria da<a href="http://www.dgabc.com.br/News/5945278/fipe-ipc-apresenta-uma-deflacao-de-0-07.aspx" target="_blank"><em> Agência Estado</em></a>:<br />
<em>O resultado apurado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) ficou no piso das estimativas de 21 analistas consultados pelo AE Projeções, que oscilavam entre -0,07% e +0,09%, com mediana de 0%.</em><br />
Nernhuma criança poderia acreditar que, se 21 analistas econômicos previam, no máximo, 0,09%, a<span style="text-decoration: underline;"> média</span> das instituições financeiras esperasse 0,45%.<br />
Da mesma maneira, os previsores não crêem numa taxa de juros abaixo dos 10% que já  &#8220;consagraram&#8221; como &#8220;aceitável&#8221; para a próxima reunião do Copom, que começa nesta terça-feira.<br />
É a chamada &#8220;profecia autorrealizável&#8221;, porque ela baliza o que a autoridade monetária pode fazer sem despertar reações adversas. Ou na prática, a entrega da condução da política de juros a uma espécie &#8220;consenso&#8221; entre o apontado pela conjuntura econômica e o &#8220;desejo&#8221; dos financistas.<br />
Mas, por via das dúvidas, continuaram apostando em algo ligeiramente acima disso em matéria de corte, porque já aprenderam, no ano passado, que o Banco Central não é mais tão dócil a seus desejos quanto era antes, inclusive na gestão de Henrique Meirelles.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por: Fernando Brito</p>
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		<title>Mercado aceita juros menores e corte da Selic pode ir a 0,75%</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 17:52:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Como se comentou ontem aqui, as reações no mercado já antecipam a possibilidade de uma arbitrarem de juros menores pelo Banco Central, após a reunião do Copom da semana que vem.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/selicspread.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-2216" title="selicspread" src="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/selicspread-420x277.png" alt="" width="420" height="277" /></a></p>
<p>Como se comentou ontem aqui, as reações no mercado já antecipam a possibilidade de uma arbitrarem de juros menores pelo Banco Central, após a reunião do Copom da semana que vem.<br />
Já há instituições financeiras<a href="http://www.valor.com.br/financas/2552716/icap-brasil-espera-corte-de-1-ponto-na-selic-em-marco-mas-ve-riscos" target="_blank"> admitindo que o corte pode chegar a 1%,</a> o que não é provável, embora pudesse ser tecnicamente justificável, diante da queda da inflação acumulada em janeiro e fevereiro, que pode ter um IPCA próximo &#8211; talvez ligeiramente menor &#8211; que 0,4%, metade do registrado no mesmo mês em 2011.<br />
Mas é, sim, possível que o Banco Central queira ir além do 0,5% de corte que o mercado já tem &#8220;precificado&#8221;, para dar uma sinalização clara, dentro dos limites que lhe permite a baixa da inflação projetada, de que quer reduzir a  busca de ganhos financeiros que está atraindo capital internacional, alagado de liquidez e sem mercados nem sequer parecidos com a rentabilidade do brasileiro.<br />
Situação que, em boa parte, vem sendo a responsável pela aceleração da entrada de dólares no país e a consequente pressão para valorizar o real.<br />
Isso, porém, dificilmente fará que o BC se disponha a alimentar polêmicas &#8211; que, aliás, se mostraram falsas &#8211; sobre uma possível politização de suas decisões. Os adversários da política monetária do governo já &#8220;baixaram a crista&#8221; em relação à decisão de inverter a trajetória dos juros tomada no final de agosto passado e o Copom certamente vai preferir não acender uma polêmica vencida.<br />
A possibilidade mais plausível seria uma decisão a la Pinheiro Machado &#8211; nem tão depressa que pareça fuga, nem tão devagar que pareça afronta &#8211; e a queda seja na ordem de 0,75%, o que já colocaria na categoria de &#8220;um dígito&#8221; os juros públicos, hoje de 10,5% ao ano. Feita a sinalização e dependendo dos seus efeitos, os próximos cortes ficariam mais modestos, na casa de 0,25%, dependendo da evolução da inflação e do câmbio.<br />
Agora, ao contrário do que aconteceu há seis meses, o mercado já percebeu que seu poder de pressão sobre a autoridade monetária não é total e não tem a seu lado o terrorismo inflacionário que usava como alavanca para os juros naquela ocasião.<br />
O passo seguinte é forçar a redução dos juros bancários e BB e CEF, que ostentam os menores índices de inadimplência do setor financeiro, são os instrumentos a serem usados.<br />
Porque as ferramentas monetárias e financeiras de um país não são entes quer pairam acima das necessidades nacionais e trabalham de forma meramente &#8220;técnica&#8221;. São alavancas para o desenvolvimento, o emprego, a renda e a satisfação das necessidades de consumo dos brasileiros.</p>
<p>Por: Fernando Brito</p>
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		<title>O golpe do Euro</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 15:49:16 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Opera Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Política externa]]></category>
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		<description><![CDATA[Do site Opera Mundi, a extremamente lúcida palestra do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, um dos mais importantes formuladores da política externa brasileira:
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Samuel-Pinheiro-Guimaraes-4.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-2212" title="Samuel Pinheiro Guimaraes 4" src="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Samuel-Pinheiro-Guimaraes-4-420x281.jpg" alt="" width="420" height="281" /></a></p>
<p>Do site<a href="http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/20245/crise+do+euro+gerou+golpes+comunitarios+diz+ex-membro+da+politica+externa+de+lula.shtml" target="_blank"><em> Opera Mundi</em></a>, a extremamente lúcida palestra do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, um dos mais importantes formuladores da política externa brasileira:</p>
<p><em>Imagine um cenário em que países vitimados pelo desemprego são obrigados a realizar drásticos cortes de quadros públicos; aceitarem normas draconianas para pagarem juros de uma dívida pública que, na verdade, só virá a aumentar e se eternizar; também estão impedidos de investir, fornecer crédito e adotarem políticas de crescimentos; no comando do país, políticos experientes são substituídos por economistas burocratas e sem qualquer visão de estadista. Tudo isso por determinação externa, vinda de um órgão supranacional que é comandado de fato, pela nação mais poderosa.</p>
<p>Seria lugar comum cogitar alguma região subdesenvolvida, sem estabilidade política nem histórico democrático. Jamais na poderosa Europa Ocidental. Mas, na opinião do ex-embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, um dos principais artífices da política externa brasileira durante o governo Lula, países como Grécia ou Itália em maior grau, foram vítimas recentes de um “golpe de Estado comunitário”.</em> <em></p>
<p>Atual alto-representante geral do Mercosul e ex-secretário geral do Itamaraty entre 2003 e 2009, Guimarães esteve nesta segunda-feira (27/02) em São Paulo para participar de uma palestra da FGV (Fundação Getúlio Vargas) sobre a atuação diplomática brasileira frente às transformações mundiais. Foi quando fez duras críticas à condução da Alemanha e da União Europeia na condução da crise do euro e da dívida soberana de seus países.</em> <em></p>
<p>“Há novos primeiros-ministros na União Europeia que foram impostos aos seus povos. (O grego Lucas) Papademos, (o italiano Mario) Monti&#8230; Imaginem se isso ocorresse na América do Sul, como chamariam. De Golpe de Estado é isso, um golpe de Estado comunitário. Como são as contrariedades da mídia!”, ironizou o diplomata.</em> <em></p>
<p>Ex-secretário-geral de Relações Exteriores do Itamaraty durante boa parte do governo Lula (2003-2009), Guimarães afirmou que o Mercosul deve deixar de ser apenas um órgão facilitador do livre comércio para se tornar um instrumento de desenvolvimento regional. O atual estágio de união aduaneira imperfeita do bloco, por sua vez, deve ser mantido em razão das fortes assimetrias entre os quatro integrantes.</em> <em></p>
<p>Para ele, dificilmente haverá progresso para um acordo comercial com a União Europeia, que já se arrasta há uma década – por falta de interesse dos próprios europeus, que seriam muito exigentes em seus pedidos.</em> <em></p>
<p>Durante seu discurso, também lembrou que o grupo sul-americano é marcado por grandes assimetrias econômicas e sociais, portanto, defende que os países mais ricos tenham um grau maior de generosidade em relação aos menos favorecidos. “Um bloco só sobrevive se os integrantes estão razoavelmente satisfeitos. E é de nosso interesse que todos se desenvolvam”, lembrando que deve se evitar qualquer tentativa de hegemonia brasileira em um bloco que se entende como cooperativo.</em> <em></p>
<p>Em contrapartida, o voto em conjunto dos países do Mercosul possibilita grande retorno político. “Cada vez mais se aumenta o número de temas decidido internacionalmente: meio-ambiente, finanças, comércio. O desafio (do Itamaraty) é garantir que as regras internacionais tornem mais fácil o desenvolvimento da sociedade brasileira e lembrar que o que é bom para um país nem sempre é bom para outro. Portanto, nessas negociações, cada país tem um voto.Portanto,fazer parte de um bloco é extremamente importante”.</em> <em></p>
<p>Guimarães lembrou que historicamente, o Mercosul foi concebido apenas como uma etapa preparatória de um projeto maior, a Alca (Área de Livre Comércio das Américas). “Lembrem-se quem eram os quatro presidentes na época do Tratado de Assunção: (do Brasil, Fernando) Collor, (da Argentina, Carlos) Menem, (do Uruguai, Luis Alberto) Lacalle e (do Paraguai, Andrés) Rodríguez. Tinham perspectivas diferentes. È como se estivessem preparando um casamento para depois pular para um relacionamento aberto”, brincou.</em> <em></p>
<p><strong>Democracia</strong></em> <em></p>
<p>Um dos pontos mais polêmicos do encontro foi quando Guimarães foi questionado pelo professor da FGV, Guilherme Casarões, se há coerência na diplomacia brasileira em manter relações com países que fogem à definição ocidental de liberdade e democracia. Guimarães defendeu a atuação do Itamaraty e lembrou que o país é contra a seletividade na defesa dos direitos humanos. “O Brasil obedece a dois princípios constitucionais: a autodeterminação e a não-intervenção, que constam também na Carta da ONU (Organização das Nações Unidas). Só que alguns países se esquecem disso. A interferência tende a fracassar, como no caso da Líbia (&#8230;) Não podemos interferir nos assuntos dos outros assim como não gostaríamos que interferissem nos nossos”, afirmou o embaixador.</em> <em></p>
<p>O diplomata lembrou que ações de intervenção são muito seletivas para as grandes potências, que defendem muitas não-democracias. “Israel tem mais de cem ogivas nucleares. Enquanto a própria CIA, nesta semana, admitiu não ter certeza se o programa nuclear iraniano tem capacidade de produzir uma bomba nuclear. Quem representa mais perigo?”, indagou. “A pena de morte é o maior atentado aos direitos humanos. E nos EUA usam isso com extrema facilidade. Em geral, há uma pequena coincidência étnica entre os condenados”, ironizou.</em></p>
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		<title>O câmbio não é &#8220;casa da sogra&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 20:04:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ninguém de bom-senso pode achar que num mundo como o de hoje, cheio de vasos comunicantes entre as esconomias e empresas, seja possível adotar um câmbio extremamente rígido, a não ser que o Governo queira manter uma cotação artificial à custa da queima de suas reservas ou de um endividamento brutal para obter recursos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/real_forte.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2208" title="real_forte" src="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/real_forte.jpg" alt="" width="389" height="294" /></a></p>
<p>Ninguém de bom-senso pode achar que num mundo como o de hoje, cheio de vasos comunicantes entre as esconomias e empresas, seja possível adotar um câmbio extremamente rígido, a não ser que o Governo queira manter uma cotação artificial à custa da queima de suas reservas ou de um endividamento brutal para obter recursos.</p>
<p>O Brasil fez isso naquele famigerado tempo da &#8220;banda cambial&#8221;, que acabou terminando do jeito que todos sabemos.</p>
<p>O que acontece agora, e que a presidenta Dilma Rousseff chamou hoje de &#8220;tsunami monetária&#8221; é simplesmente o fato de estarem-se simplesmente lançado uma quantida imensa de diheiro em circulação , como os 530 milhões de Euros liberados ontem pelo Banco Central Europeu, sem políticas capazes de absorvê-los sem que se lancem sedentos sobre os países em desenvolvimento, porque não encontram, por lá, nem juros compensadores nem a perspectiva de investir em produção, pois o desemprego e a queda da renda arruinaram o consumo.</p>
<p>Embora os apressados quisessem que se anulassem todas as medidas restritivas à entrada de dólares logo que a moeda americana se valorizou, o que estamos é na imiência de te-las de torna-las ainda mais drásticas.</p>
<p>O &#8220;Valor&#8221; divulga hoje que os investidores não residentes no Brasil saíram de uma posição comprada em dólar (o que significa aposta na alta da moeda americana) de US$ 1,5 bilhões no início de fevereiro, para uma posição vendida (aposta na valorização do real) de praticamente US$ 6 bilhões, ontem.</p>
<p>E as apostas especulativas seguem fortes, por as intervenções do Banco Central no mercado cambial não tem produzido mais que uma redução temporária na tendência de baixa do dolar que esses imensos aportes criam.</p>
<p>Circulam notícias de que o Ministro Guido Mantega iria impor cronogramas de ingresso de Investimento Estangeiro Direto, para evitar que, enquanto não seja aplicado, este dinheiro &#8220;se aproveite&#8221; da isenção de IOF para lucrar na arbitragem da taxa de juros brasileira, muito maior do a que de seus países de origem.</p>
<p>Mas o boato mais interessante &#8211; e porque sabe o mercado que é isso o realmente decisivo &#8211; é de que o BC poderia, na semana que vem, ir além do corte de 0,5% na Selic que todos já esperam.</p>
<p>Pode ser. Tomara que seja.</p>
<p>Por: Fernando Brito</p>
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		<title>Lobby não precisa de coerência</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 15:43:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A ilustração ai de cima reproduz duas matérias de destaque em O Globo.
A primeira, no dia 15, para dizer que a gasolina brasileira - leia-se Petrobras - era das mais caras do mundo, custando 70% a mais que em Nova York.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/gasoglobo.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-2198" title="gasoglobo" src="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/gasoglobo-420x255.png" alt="" width="420" height="255" /></a></p>
<p>A ilustração ai de cima reproduz duas matérias de destaque em O Globo.<br />
A primeira,<a href="http://oglobo.globo.com/economia/brasileiro-paga-gasolina-de-primeiro-mundo-3984871" target="_blank"> no dia 15</a>, para dizer que a gasolina brasileira &#8211; leia-se Petrobras &#8211; era das<span style="text-decoration: underline;"> mais caras do mundo</span>, custando 70% a mais que em Nova York<span style="text-decoration: underline;">.</span><br />
Outra, <a href="http://oglobo.globo.com/economia/gasolina-ja-21-mais-barata-no-brasil-do-que-nos-eua-4106735" target="_blank">hoje</a>, dizendo que a nossa gasolina está 21%<span style="text-decoration: underline;">mais barata que nos Estados Unidos</span>.<br />
Como não houve, nem lá nem cá, nenhuma queda ou salto no preço da gasolina nos últimos dias, uma das duas é um disparate.<br />
Ou, talvez, as duas.<br />
Não há a menor importância na comparação, porque aqui e lá temos situações completamente diferentes em matéria de renda, tributação dos combustíveis e evolução dos preços.<br />
Porque as matérias não são de jornalismo econômico, mas de lobby.<br />
Em ambas, está o especialista em petróleo do Instituto Millenium, <a href="http://www.imil.org.br/author/adriano-pires/" target="_blank">o ex-ANP Adriano Pires</a>.<br />
Adriano defende a carga tributária sobre os combustíveis, a mesma que o Millenium denuncia como extorsiva, promovendo <a href="http://www.imil.org.br/divulgacao/eventos-anteriores/rj-dia-da-liberdade-de-impostos/" target="_blank">eventos de venda de gasolina sem impostos</a>, para atacar o Estado (e os estados). E a Petrobras, símbolo do Leviatã estatal.<br />
Adriano quer aumento já no preço dos combustíveis. Mas não porque os Estados Unidos estejam nos fazendo o favor de elevar a tensão com o Irã e, com ela, os preços do barril de petróleo o que, se persistir, de fato obrigará a um reajuste..<br />
Ele diz que é para ajudar o acionista da Petrobras e o equilíbrio da empresa. De fato, pode vir a ser indispensável.<br />
Mas que há  gente que quer por outras razões, não se duvide.<br />
Como, por exemplo, dar uma recrudescida na inflação, agora que ela está decepcionando o pessoal do &#8220;o caos está chegando&#8221;.<br />
Como dar uma &#8220;queimada&#8221; na imagem da Petrobras, agora que mudou a gestão.<br />
Como realizar lucros, com uma subida rápida do valor de seus ações, compradas na bacia das almas com a &#8220;desgraça&#8221; em que a empresa teria caído.<br />
E, ainda, dar uma mãozinha aos usineiros, porque começa este mês a safra de cana, a demanda por etanol está fraca e os preços internacionais do açúcar, embora altos, estão ainda cerca de 20% mais baixos no mercado internacional. Gasolina mais cara talvez ajudasse o pessoal a lembrar que os carros são flex.<br />
O que, considerando o tempo em que o álcool não está compensador, convenhamos, será um esforço de memória muito maior que o dos editores de O Globo, que não lembram do que publicaram 15 dias antes&#8230;</p>
<p>Por: Fernando Brito.</p>
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		<title>Pequenas previsões do ano novo econômico</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Mar 2012 13:00:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Diz o dito popular que o diabo é o diabo não por ser o diabo, mas por ser velho.
Delfim Netto, que já viu tudo que há para ser ver em economia, disse ontem eu seu artigo no "Valor Econômico", com prudências meramente formais, que um crescimento do PIB brasileiro de 4 a 4,5% "está no radar".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=":15c">
<div id=":15b"><a href="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/result.png"><img class="aligncenter size-large wp-image-2192" title="result" src="http://blogprojetonacional.com.br/wp-content/uploads/2012/03/result-420x198.png" alt="" width="420" height="198" /></a></div>
<div>Diz o dito popular que o diabo é o diabo não por ser o diabo, mas por ser velho.</div>
<div>Delfim Netto, que já viu tudo que há para ser ver em economia, disse ontem eu seu artigo no &#8220;Valor Econômico&#8221;, com prudências meramente formais, que um crescimento do PIB brasileiro de 4 a 4,5% &#8220;está no radar&#8221;.</div>
<div>No mesmo dia, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, declarou que o Brasil está crescendo abaixo do que lhe é possível expandir a economia sem comprometer as metas inflacionárias.</div>
<div>Hoje, uma pesquisa da Federação do Comércio de São Paulo projeta, até 2020, uma alta de 40% no PIB até 2020, o que dá uma média anual de 4,3%.</div>
<div>Se, como é tradição no Brasil, o ano começa mesmo depois do Carnaval, veremos, até junho/julho, pelo menos, uma forte aceleração da atividade econômica.</div>
<div>Semana que vem, teremos dois indicadores deste processo. A divulgação do IPCA, que deve vir em 0,4% ou até pouco menos &#8211; no lugar de um 0,8% de fevereiro de 2011 &#8211; e a taxa Selic, que deve cair para 10%, quando há um ano subia para 11,75%.</div>
<div>A redução do custo do dinheiro, embora não tenha chegado ao tomador de crédito pela resistência dos bancos em reduzirem seus &#8220;spreads&#8221;, sob a alegação de que a inadimplência não o permite, não vai se sustentar com a ação dos bancos públicos, que &#8211; justamente eles &#8211; tem uma inadimplência 50% menor que a banca privada.</div>
<div>Falta, porém, superar dois problemas.</div>
<div>O primeiro, o &#8220;travamento&#8221; dos investimentos públicos, que  caíram <span style="color: #000000; font-family: Arial;">17,4% em relação ao mesmo período de 2011</span>,o que acbou por produzir um superavit primário anormalmente alto &#8211; R$ 26 bilhões &#8211; e até mesmo um inimaginável superávit nominal, com o valor das receiras superando com muita folga o pagamento da dívida pública.</div>
<div>Por isso, é provável que vejamos, a partir de agora, a própria presidenta Dilma  tomar, pessoalmente, a seu cargo o controle do andamento dos principais projetos do PAC.</div>
<div>O segundo, é o resultado da soma entre um ano de pessimismo econômico na mídia e o reflexo que a crise econômica mundial &#8211; talvez até muito mais subjetivo que objetivo &#8211; trouxe aos agentes econômicos.</div>
<div>As condições objetivas para a retomada de um crescimento mais veloz, porém, estão postas. Fatores burocráticos ou psicológicos não podem mais que retardar um pouco seus efeitos.</div>
<div>Contra eles, porém, é preciso decisão administrativa e discurso político.</div>
<div>Por: Fernando Brito</div>
</div>
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